Quando as estradas ainda eram seguras e sem buracos, viajávamos muito de carro. Íamos de Fortaleza para São Paulo de carro. Viagem de 3 dias, parando às noites para dormir. Eu amava aquele movimento das estradas. Caminhões indo e vindo. Curvas e retas sem fim... Paisagens que mudavam sempre. Amava aquela imensidão de terras de um lado e do outro. Aquelas serras, sertões sem fim... Cada cidade, pessoas diferentes...Tempo bom... Viajar pela estrada é bom demais!!! Saudades...
E tem uma cantiga que lembro dessas viagens Brasil a fora, ou melhor, Brasil a dentro, né! E para mim não tem como não lembrar de estrada quando se escuta Caminhoneiro do Roberto Carlos.... E como sempre acabo me confundindo nessa Blogagem...rsrs... Coloquei uma que me LEMBRA estradas, não a que eu escuto em viagens...rsrs...
Caminhoneiro
Roberto Carlos
Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Porque eu penso nela no caminho
Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz
Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz
A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Se é de dia eu ando mais veloz
E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão
E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
Quando chove o limpador desliza
Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração
Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração
Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Beijos errantes
Adriana Balreira
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