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Parque Industrial - Pagu

Esse ano de 2022 estamos comemorando o centenário da Semana de Arte Moderna de 22. Um acontecimento que marcou história nas artes do Brasil. E a Companhia das Letras está lançando obras maravilhosas em comemoração à Semana de 22. Comecei lendo o livro da Pagu. Tudo bem que esse "Parque Industrial" não é da época da Semana de 22, a autora tinha somente 12 anos quando teve a Semana de 22. Mas Pagu foi a grande musa dos modernistas.


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Li o "Parque Industrial" escrito pela Pagu em 1932, sendo o primeiro livro proletário brasileiro. Pagu, Patrícia Galvão, tinha 22 anos quando escreveu esse livro. Totalmente urbano, com personagens da indústria textil paulista, o livro traz uma crítica social muito forte das opressões sofridas por essas trabalhadoras industriais. Os sofrimentos, as frustrações, os traumas dessas mulheres foram retratados super bem por essa jovem Pagu.
Esse livro nos mostra a real situação dos operários da época de 30. Uma verdadeira crítica social. Amei muito. Achei muito parecido com os livros da literatura russa do início do século XX. Os famosos livros proletariados da Rússia, como "A mãe"de Máximo Gorgi, que li faz muito tempo mas que também tem sobre um operário industrial revolucionário. Pagu que era comunista, deve ter lido muita literatura russa revolucionária. Sua escrita me lembra muito esses livros.



Mesmo sendo um livro escrito em 1932, muito do que está lá cabe muito bem no Brasil de 2022. Incrível como é uma obra atual. Leiam! Uma leitura obrigatória para quem quer conhecer o nosso país.



Uma leitura forte, diferente, muito importante para os dias de hoje! O livro "Parque Industrial" é um livro pequeno, tem somente 112 páginas, uma leitura rápida, com histórias de várias mulheres proletárias tentando sobreviver. Leiam! 

Beijos proletários 
Adriana Balreira

A montanha mágica - Clube de Leitura Penguin

Calhamaço vimos por aqui! No Clube de Leitura Penguin de Fortaleza lemos o clássico do Thomas Mann - A montanha mágica da Companhia das Letras. Como o livro é muito extenso, lemos durante dois meses, janeiro e fevereiro. Que livro! Maravilhoso. Eu já tinha lido o livro Os Buddenbrook e já tinha amado a escrita do Thomas Mann.


A história do livro A montanha mágica é do personagem Hans Castorp que vai visitar seu primo Joachim no sanatório Berghof para tuberculosos no alto da montanha em Davos, Suécia. Hans pretendia passar somente 3 semanas com o primo e voltar a sua vida. Ledo engano.... No dia que completou as 3 semanas, Hans Castorp adoece e sua estadia no Sanatório se estende para que o seu corpo se cure totalmente. Lá no Sanatório encontramos diversos personagens maravilhosos. Claudia Chawchaw, uma russa por quem o nosso protagonista se apaixona. Tem o Settembrini, italiano poeta, ativista político. E outros tantos. A história se passa antes da primeira guerra mundial. Onde o mundo está com vários conflitos a serem deflagrados.



O Thomas Mann é bastante descritivo, então o livro é um passeio minucioso da rotina dos pacientes do sanatório, com as refeições amplamente fartas, repousos com hora marcada, passeios ao arredores. E também tem as conversas animadas entre Castorp e Settembrini. E depois tem judeu jesuíta Naphta para animar o colóquio. O livro discorre sobre o tempo. Com menções de como tratamos o tempo na nossa vida.

Encontro de janeiro/2019


Para mim o melhor do livro A montanha mágica está nos embates entre o Naphta e Settembrini. Altamente filosóficas. Foram as partes que mais gostei. A parte das descrições minuciosas as vezes cansava. Pois em um livro com quase 900 páginas e denso como ele é, não é fácil! Mas era um livro que tinha muita vontade de ler e com essa leitura coletiva ficou muito mais fácil de conseguir vencer. Acho que se não tivesse essa meta de acabar em fevereiro, ainda estaria lendo... rsrs... 

Encontro de fevereiro/2019

O bom do Clube de Leitura é justamente isso, ficamos no whatsapp comentando cada passagem do livro e isso incentivava a leitura a todos. Enfim acabamos de ler o livro A montanha mágica em dois meses e todos do grupo amaram o livro. 

Beijos mágicos
Adriana Balreira

Cloro #livro

Quando o autor Alexandre Vidal Porto começou a postar nas suas redes sociais (twitter: @vidalporto e Instagram: @alexvidalporto) seu novo livro Cloro, já fiquei com vontade de ler! Sim, pois já tinha lido um livro do Alexandre Vidal e amei o jeito que ele escreve. Já comentei aqui no blog sobre o livro Sérgio Y vai à América dele, li em um dia! Leiam, recomendo muito!!! Sou sim uma fã do Alexandre Vidal Porto!


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Mas voltemos ao livro Cloro. Foi lançado final de novembro de 2018 pela Companhia das Letras. A capa é linda, de uma profundidade! Amei. E agora em janeiro o Grupo Companhia das Letras me enviou um exemplar do Cloro. Chegou aqui em casa na segunda-feira e na terça-feira lá estava eu lendo, devorando seria melhor palavra. 

A história é narrada pelo Constantino, que logo no início do livro avisa a seus leitores que está morto e estando no limbo começa a contar ao leitor a sua trajetória de vida. Sua infância na escola, seus namoros, sua vida com esposa e filhos. Constantino tem a consciência desde a infância que é homossexual, mas acaba reprimindo o que realmente é para poder sobreviver na sociedade em que vivemos. Ao ser chamado de bicha na escola, resolve logo namorar uma garota para se inserir no mundo. 

A partir dessa escolha, sua vida ruma para uma existência desenhada para ser a mais perfeita de todas. Casou com a namorada da juventude, Debora, uma esposa dedicada, do lar, um casal de filhos saudáveis, uma carreira sólida de advocacia. Tudo na mais perfeita ordem, era o que Constantino achava. Até que um dia se dá conta do vazio, do teatro que ele estava vivendo. E ao assistir uma cena homossexual na TV, desperta nele um desejo até então adormecido. Constantino começa a levar uma vida dupla, mantendo seu casamento mas tendo seus casos com homens. Vive no conflito dessa dualidade. E no livro o nosso protagonista faz a catarse de todos esses sentimentos reprimidos por tanto tempo.

Trecho do livro


Não consegui ter raiva do personagem, mesmo sabendo que ele traiu a esposa, os filhos. Pois quem mais sofreu nisso tudo foi o próprio Constantino. Nitidamente não foi feliz com a vida que escolheu. E ainda levou para sua vida insossa a Débora, personagem que tive raiva.... rsrs... pois aceitou viver na morosidade, na rotina bem infeliz do seu casamento. Amei o livro. Li em um dia! A leitura é muito gostosa e rápida.

Cantiga citada no livro

Melhor ainda é que o autor cita músicas, séries, cantores, um mundo de referências ao nosso alcance e bem atuais. Eu adoro!! Foi uma leitura tão marcante que passei quase uma semana para iniciar uma nova leitura. Fico imaginando quantos "Constantinos" existem nesse mundão a fora. Que levam vida dupla, sofrendo por não se aceitarem. Que os "Constantinos" consigam sair do armário e se amarem! E leiam esse livro!! Maravilhoso! 

 Beijos literários
 Adriana Balreira

O Desaparecido #Resenha

Como já disse anteriormente, estou aproveitando esse tempo forçado em casa por conta da cirurgia da retirada da vesícula para colocar minhas leituras em dia. Esse livro, O Desaparecido do Dror Mishani da Companhia das Letras  lançado em fevereiro de 2017. Comecei a ler no hospital antes de ir para a sala de cirurgia. Estava tensa e queria ler um livro que prendesse minha atenção e nada melhor que um livro de suspense policial para me distrair. E funcionou, logo depois da cirurgia foi a leitura desse livro que me fez abstrair dos incômodos gerados da anestesia geral e do procedimento em si.


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É um livro policial onde um rapaz morador de Holon bairro de Tel Aviv desaparece. E a mãe dele procura o detetive Avraham Avraham na delegacia para pedir ajuda. Ofer um jovem de 16 anos, fazendo o último ano da escola, some em uma quarta-feira pela manhã no caminho da escola. O detetive Avi Avraham pensa que está tratando de uma tarefa fácil de elucidar. Quantos jovens cabulam a aula para não ter que fazer uma prova, vão para um shopping, perdem a hora e voltam para casa tarde da noite?? Assim pensou o detetive fosse acabar o caso. O jovem voltando para casa. Tenta acalmar essa mãe desesperada e a manda voltar para casa a espera do filho. Mas no dia seguinte a mãe retorna à delegacia alegando que nada aconteceu. O filho continuava desaparecido. O pai do menino trabalha em alto mar e está viajando para Trieste e não sabe ainda do acontecido. Começam as investigações com depoimentos dos vizinhos, amigos de escola.


No prédio tem um casal de professores que tem um filho pequeno e Zeev Avni tinha sido professor particular de inglês do Ofer, o desaparecido. Esse professor é um escritor frustrado e fica fascinado por esse desaparecimento. Quer sempre participar dos depoimentos, buscas. Fica procurando o detetive Avraham para conversar e falar sobre o jovem Ofer. Acaba sendo alvo de suspeita. 

Não irei falar mais sobre o enredo. Mas adorei o livro. Não previ o desfecho, o que adorei. Prende a atenção do leitor. Mescla capítulos com a visão do detetive e o outro com o professor Zeev Avni e sua percepção. Como havia dito, um livro policial passado em Israel, bem incomum. O que me fez ter vontade de ler. E além do mais tem romance também! Adoro conhecer novos autores e perspectivas literárias. E cumpriu o dever, me fez focar na leitura e esquecer um pouco os incômodos de ficar deitada no hospital o tempo todo, nem que fosse por um dia somente. Uma delícia de leitura. Vale a pena. 

Beijos cheios de mistérios
Adriana Balreira

Recordação literária #3semana #52semanasdegratidão

Essa semana consegui visitar todos os blogs que estão participando do projeto #52semanasdegratidão e notei que muitas escreveram como são gratas pelas pessoas que influenciaram por algum motivo. E essa semana fui ao shopping com minha tia Aparecida e recordei o quanto sou grata a ela.

Tia Aparecida e eu

Quando era criança passava muitas tardes na casa da minha vozinha e lá sempre me deparava com um grande móvel repleto de livros que eram da minha tia. Tia essa que era professora do Colégio onde estudava. Minha tia era professora do quarto ano primário e todos os alunos dela eram e ainda são apaixonados por ela. E eu pequenininha torcia para chegar logo ao 4º ano para ser aluna dela. Fui aluna dela e aprendi e muito com ela. E ficava encantada que sempre a via com um livro nas mãos em casa. Livros como Sidney Sheldon, Agatha Christie e vários de banca (Sabrina, Bianca e outros) que eram moda na época.

uma parte dos livros dela hoje ainda na casa dela

De tanto ver a cena da minha tia com um livro na mão, eu que a admirava, fui imita-la na arte de ler. Pedia para pegar algum dos livros dela e ela sempre me deixou muito a vontade de pegar qualquer das muitas obras do seu imenso acervo literário. Li a coleção toda da Agatha Christie, os livros do Sidney Sheldon, alguns dos livros de banca e alguns clássicos daqueles da coleção de capa vermelha dura. Amava ir lá para a casa onde morava ela e minha vozinha. Assim conseguia ler na tranquilidade e com vários títulos pertinho de mim para me desfrutar ao meu bel prazer.

uma parte da coleção da Agatha Christie da minha Tia

E minha primeira grande paixão literária foi a Rainha do Crime!! Li todos os livro da Agatha Christie, que eu pegava na casa dela e levava para casa. E devolvia todos os livros que pegava de lá. Lembro que minha tia sempre encapava os livros que ela estava lendo no momento com papel pardo. Observava o cuidado e carinho que tinha com os livros e tentava imita-la. E sempre que comprava um livro novo também cobria. Até hoje faço isso, mas com capinhas de pano que faço.

minhas capinhas de tecido, minha leitura atual: Infiel

Fazendo esse post vejo o quão importante são os exemplos compartilhados na nossa infância! Fico feliz por ter tido esse contato com tantas obras maravilhosas mesmo sendo tão novinha. Me influenciou meu modo de amar a leitura. Essa foi um post para a blogagem #52semanasdegratidão do blog da Elaine Gaspareto.
Beijos literários cheios de gratidão
Adriana Balreira

Meia-noite e vinte #Resenha

Eu amei o livro "Barba ensopada de sangue" do autor Daniel Galera e quando vi que a Editora Companhia das Letras lançou o novo livro dele "Meia-noite e vinte" já quis logo ler. A escrita do Daniel Galera é bem atual e rápida. Simples e ao mesmo tempo de uma riqueza de detalhes. Os personagens dos livros dele são pessoas normais.


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Esse livro se passa em Porto Alegre em 2015 contando a história de 4 amigos de longa data que não se viam há tempos. Se conheceram nos idos anos 90, no bug do milênio quando estavam na faculdade e escreviam em um "blog" chamado Orangotango. Em uma certa noite Andrei é assassinato e no seu enterro Aurora, Emiliano e Antero se reencontram depois de vários anos. Depois desse encontro, a vida deles dá uma reviravolta pelas lembranças revividas, pelos sentimentos mexidos, pelo próprio momento de vida que cada um está vivendo no momento. E esses conflitos são narradaos por eles mesmos atraves dos capítulos.

 Aurora, uma bióloga que está fazendo o doutorado dela em São Paulo sobre cana-de-açucar, solteira, os pais vivem em Porto Alegre e ela está visitando seus pais quando soube da morte de Andrei, o Duque. O Duque, o amigo que morre em um assalto, é escritor e vive há 5 anos com sua namorada Francine. Antero é publicitário de renome, casado e tem um filho. Emiliano, solteiro e também escritor, o mais velho da turma e foi contratado para escrever a biografia do Duque.

imagem tirada daqui

O livro é o relato dos conflitos desses personagens tão densos e profundos, com tantas histórias para contar. Suas vidas são entrelaçadas e revivem de 99 até os dias de hoje. Cita sobre os protestos da Copa do Mundo em Porto Alegre, sobre as eleições. Um livro super atual, com temáticas fortes verossimeis. São histórias de pessoas que poderiam ser amigos da gente de tão reais que são os personagens. 

Só posso dizer que o Daniel Galera soube amarrar bem as histórias, mantendo a vida de cada um bem separados e ao mesmo tempo com uma conexão perfeita entre eles. Uma delícia de livro. Com assuntos fortes e reais. Vale a pena ler. ♥ ♥ Amei muito!! ♥  Ah, já ia esquecendo, lá no final do livro tem o porquê do título do livro! :)

Beijos literários 
Adriana Balreira

Simpatia pelo demônio #Resenha

Sempre li maravilhas sobre o autor Bernardo Carvalho. Sempre tive muita vontade de ler um livro dele. Quando vi nos lançamentos da Editora Companhia das Letras o novo livro dele "Simpatia pelo demônio" quis logo ter nas minhas mãos. O título não é muito convidativo, causa até um pouco de repulsa a algumas pessoas.


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No inicio do livro dá a impressão ser uma narrativa de aventura, um ativista de uma agência humanitária foi designado para levar o resgate de um jovem sequestrado por um grupo religioso extremista em um país do Oriente Médio. Rato segue para esse país longinquo e enquanto está tentando fazer esta soltura o Rato começa a relembrar sua vida e o livro toma forma do que vai ser até o final: um livro sobre paixão, de amor! Sim, um relato sobre o triangulo amoroso entre o Rato, o chihuahua e o Palhaço. O Rato um brasileiro ativista humanitário que mora em Nova York já com seus 50 anos, recém separado da mulher com quem fora casado 27 anos, conhece o chihuahua e o Palhaço em um teatro em Berlim onde foi assistir uma peça com uma paquera. Antes mesmo da peça começar os olhares entre Rato e chihuahua se cruzam. Chihuahua é um neurocientista mexicano que mora em Berlim e namora com o Palhaço, um ator inglês. Logo Rato e chihuahua se apaixonam e passam a viver uma aventura apaixonante e ao mesmo tempo com muitos embates.



O livro é exatamente sobre esse amor selvagem, doentio, entre a caça e o caçador. O Rato se apaixona perdidamente, já o chihuahua está mais a fim de curtir o tesão entre eles. Tanto que em nenhum momento o chihuahua se separa do Palhaço e enquanto está com o Rato. O Rato por sua vez se entrega, buscando viver esse o amor de qualquer maneira. Achei muito interessante, pois mesmo sendo um relato de um amor entre dois homens o que mais sobressai é a história de amor! Sobre o amor, sobre a paixão entre duas pessoas, independentemente do sexo deles. Do amor dominador e dominante, do amor inseguro, do ciúmes, da angústia de ser deixado, de não se sentir mais amado. Onde toda e qualquer história de amor tem todos esses elementos. 

Amei a escrita do Bernardo Carvalho, mexe com a nossa alma, com os nossos sentimentos. Os personagens super heterogêneos, de várias nacionalidades. Se passa na sua maior parte em Berlim, Nova York, com pinceladas no Rio de Janeiro, México e algum país do Oriente Médio. A narrativa é em um vai e vem das memórias do Rato, intercaladas com o presente e o passado. Tudo sem deixar o leitor se perder na história.


E quando recebi o livro não entendi o porquê da capa, uma cena de um urso enforcado por um homem. E já no final do livro o Rato comenta sobre um quadro São Cristovão de Bosch que está no museu Boijmans em Rotterdam e no livro tem a explicação dessa pintura e da parte do quadro que é a capa. É uma passagem sensacional do livro. Entre tantas outras. Realmente um livro que me encantou, me apaixonei pelo jeito que o Bernardo Carvalho escreve. Recomendo muito. Amei!! 

Beijos cheio de simpatia 
Adriana Balreira

A Caderneta Vermelha - Resenha

Quando foi lançado pelo Grupo Companhia das Letras pela Editora Alfaguara o livro A Caderneta Vermelha de Antoine Laurain, fiquei com vontade de ler. A capa é linda e me chamou logo a atenção. Sim, sou dessas que leio/compro livros pela capa. Capa fofa sempre me ganha!!  E depois das últimas leituras um tanto pesadas, Vozes de Tchernóbil e Para Poder Viver, tinha que escolher um livro mais leve.


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Fui ler sem pretensões. Escolhi esse livro para desanuviar um pouco. A história começa com um roubo da bolsa de Laure. No dia seguinte caminhando nas ruas de Paris, o livreiro Laurent encontra uma bolsa jogada em cima de um lixeiro. No interior da bolsa encontra vários objetos e uma caderneta vermelha onde ele se encanta com as frases e dizeres escritos lá. Entretanto não havia dentro da bolsa uma identificação da mulher que a perdeu, somente o seu primeiro nome: Laure! 

E como achar entre milhões de habitantes de Paris essa mulher tão encantadora?? No livro tem diversas referências de livros e autores, até o Modiano é um personagem do livro. Na bolsa, o livreiro encontra um exemplar de um livro Accident Nocturne do Patrick Modiano autografado. E com esperanças de que essa moça seja amiga do Modiano, Laurent cria uma situação para perguntar sobre esse autógrafo. Enquanto isso, Laure está no hospital em coma por conta da batida na cabeça na hora do assalto.



Os personagens centrais já encontram-se na faixa dos quarenta anos. Pessoas maduras e decididas. Um chicklit delicioso de ler. O que mais amei no livro foram as frases de "eu gosto" e "tenho medo" que Laure escreve na sua Caderneta Vermelha. Me deu vontade de começar a registrar os meus medos, os meus prazeres, o que eu mais gosto, também numa caderneta vermelha! Sim, eu tenho uma linda! Que inclusive ganhei da Companhia das Letras. Enfim, um livro ideal para se ler numa tarde com um café. Super leve, romântico, gostoso de ler e rápido. Não conseguia parar de ler para saber o final do livro. Ideal para ler no dia dos Namorados! ♥♥♥♥♥

Beijos mega fofo ♥♥
Adriana Balreira

Para Poder Viver - Resenha

Adoro ler histórias sobre outras culturas, outros países. Principalmente aqueles envoltos em mistérios e opressão. E quando a Companhia das Letras lançou o livro sobre a Coreia do Norte tinha que ler. PARA PODER VIVER - A jornada de uma garota norte-coreana para a liberdade da Yeonmi Park e Maryanne Vollers, um livro forte e maravilhoso.



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Yeonmi Park uma menina norte-coreana que não sabia o significado de liberdade e amor. Viveu até os 13 anos sob o regime ditadorial dos Kim! Se Yeonmi tivesse ficado na Coreia do Norte, ela e sua fammília iriam morrer de fome ou executados pelo regime opressor do Kim Jong-Il. O livro é narrado em primeira pessoa em três fases: na Coreia do Norte, na China e na Coreia do Sul. Na sua infância seu pai vivia de contrabandos e conseguia manter uma casa com alimentos para Yeonmi e sua irmã mais velha Eunmi. Ela menciona como era ficar olhando as luzes do outro lado da fronteira da China enquanto sua cidade Hyesan se encontrava na escuridão, pois eram raros os momentos com energia elétrica. 

Mesmo no inverno com baixas temperaturas eles dispunham de aquecimento adequado. Os alimentos eram racionados e não tinham sequer assistência médica. Uma vez Yeonmi adoeceu e teve que ser internada e nem gases havia. E no pátio ficavam amontoados corpos das pessoas que morriam no hospital, pois o governo só coletava quando houvesse pelo menos 5 mortos. E é que Yeonmi nasceu em 1993! Não faz tanto tempo assim. Antes de fugir da Coreia do Norte, nunca tinha sequer provado leite. Não fazia ideia de onde vinha. Algumas frutas e animais só viu após sua fuga. 



Aos treze anos, quando o pai dela tinha sido preso por conta dos contrabandos e já não tinham casa e nem alimentos, ela e sua mãe conseguiram passar na fronteira da China e lá começou uma nova vida. Certa que finalmente seria uma pessoa com liberdade, descobre não ser tão fácil assim. Na China foram vendidas por traficantes humanos. Viu sua mãe ser estuprada e teve que aguentar horrores do traficante para poder sobreviver. Sua irmã tinha fugido dias antes para o mesmo destino mas não encontraram. Seu pai adoentado conseguiu fugir alguns meses depois e se juntar a elas. Depois fugiram para Mongólia e finalmente chegaram à Coreia do Sul. Uma luta para chegarem a liberdade!

Li o livro em dois dias. É forte sim, mostra uma realidade distante demais de todos nós. Muito sofrimento e opressão. Um livro revelador, de muita coragem, com muita emoção. É triste, muito triste. Um fato dos acontecimentos daquela região autoritária. Recomendo a todos lerem esse livro. Perfeito!! Amei!!♥♥♥♥

Beijos de liberdade ♥♥
Adriana Balreira

Admirável Mundo Novo - Resenha

Pronto, uma das minhas metas de leitura desse ano consegui concluir, li as três distopias mais famosas e antigas: 1984, Fahreinheit 451 e por fim o livro Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley da Editora Globo de Bolso. Esse livro foi lançado inicialmente em 1932!!


Vou ser bem sincera com vocês, Admirável Mundo Novo foi o mais fraco dos três. O livro conta a história de um mundo no futuro onde as crianças são reproduzidas em tubos de ensaios sem ter mãe ou pai. São pessoas que ao serem criadas já são dotadas de inteligências direcionadas e diferenciadas. Um mundo livre nas relações "amorosas", ninguém é de ninguém para que não precisem passar pela dor da saudade ou desilusão. Onde necessitam tomar droga chamada soma para que fiquem sempre no estado de felicidade. Nunca envelhecem. Cultuam um Deus chamado Ford, Henry Ford. 

utero artificial no Admirável Mundo Novo

Bernard é um jovem insatisfeito e infeliz, pois se acha diferente de todos os outros. Lenina é uma típica garota desse mundo novo que não se apega a nenhum rapaz e viaja para a Reserva com Bernard. Reserva é um país do terceiro mundo, abaixo do Equador, onde os selvagens moram, onde ainda se procriam de maneira usual. Lá acabam conhecendo John um jovem filho de Linda que é uma mulher que era do Mundo Novo e que um dia foi esquecida na Reserva pois estava grávida de John. Bernard e Lenina acabam levando de volta para o Mundo Novo, Linda e seu filho. 

Essa volta acaba sendo traumático, pois Linda é uma mulher envelhecida, gorda, maltradada, aspecto que não se tem nesse Mundo Novo, no qual um dia já foi o seu mundo. Mas atualmente ela e nem seu filho conseguem viver Local onde não tem mais livros, onde as pessoas são frias sem sentimentos. Um choque para John e para as pessoas desse Mundo Novo!

O livro não é ruim, o fato é que achei que os personagens não foram desenvolvidos profundamentes. Queria saber mais deles, do que pensam, sentem. Pelo que vi pela internet, esse livro tem algumas sequências, pode ser que os personagens se mostrem mais. Mesmo assim gostei muito pois adoro ler sobre esses futuros bem distantes e diferentes do que vivemos.

Beijos literários 
Adriana Balreira

Lista de desejos - Autores

Esse ano me propus ler livros de autores que ainda não tinha tido a oportunidade de ter em mãos suas obras. E até que estou conseguindo me manter fiel aos autores inéditos para mim. Antigamente eu escolhia o livro pelo autor que eu já era acostumada. Autores que já sabia como conduzir a obra e não pelo desconhecido. Esse ano minha triagem é pelo novo. Abrir meus horizontes por autores de origem diversas. Mas ainda tenho uma lista de autores que desejo ler. Eis alguns:

- Amós Oz - autor israelense e um dos seus livros da minha lista é o Judas.

- Mia Couto - autor de Moçambique. Escreveu muitos livros e tenho vontade de explorar mais esse universo da cultura Africana.


- Stephen King - escritor norte-americano e nunca li nada dele!! Por incrível que pareça. Até ganhei da minha tia uma edição antiga do livro O Iluminado .


- Haruki Murakami - Autor japonês, tenho muita vontade de ler a trilogia 1Q84, que foi inspirado pelo livro 1984 do George Owell por qual sou apaixonada!

- P. D. James - escritora britânica de ficção policial. Amo esse gênero literário. E até tenho esse livro dela em casa.

Vocês tem algum autor que tenham vontade de ler? Qual? Pode ser que eu os coloquem na minha lista!

Beijos Literários
Adriana Balreira

Um Lugar Perigoso - Resenha

Solicitei na Companhia das Letras, o novo livro do autor Luiz Alfredo Garcia-Roza "Um Lugar Perigoso", após ter lido o livro "O Amor em Dois Tempos" da esposa dele Livia Garcia-Roza. Como tinha me encantado e apaixonado pela escrita da Livia, quis conferir se a escrita do marido dela me arrebataria também.


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E não me arrependo nenhum pouco de ter solicitado esse livro. O Luiz Alfredo Garcia-Roza escreve muito bem uma trama policial. E nesse livro específico, narra a história do professor universitário aposentado Vicente Fernandes que tem uma sindrome de Korsakov. Síndrome que tem sintoma principal a perda ocasional de consciência acompanhada de perda da memória recente ou de longa duração. Afastado da universidade, fica em casa traduzindo livros. E por conta dessa falta de memória, costuma anotar tudo em cadernetas. É quando encontra uma caderneta antiga com 10 nomes de mulheres. E fica intrigado, não consegue lembrar o motivo desses nomes e do porquê o nome Fabiana estar grifado. E com isso começa a sonhar com imagens de uma mulher desmembrada, sem rosto. E na cabeça dele é de alguma dos nomes que ele encontrou na lista e acredita ter sido assassinada por ele e não se recorda como. Inicia aí a sua procura interminavel sobre o que aconteceu realmente com essas mulheres. Nesta busca segue para a 12 DP, pedir ajuda ao Delegado Espinosa, narrando seus medos de ser um assassino. 


Espinosa não leva muito a sério a própria acusação de Vicente, mas promete que vai ajuda-lo. Como Vicente mora muito próximo a Delegacia, os dois acabam se esbarrando muito e o Delegado fica intrigado com as muitas histórias que Vicente conta. E inicia assim a investigação mais profunda. Além do Delegado Espinosa, Vicente procura a ex-namorada Paula, que também é professora, para cooperar nessa pesquisa dos nomes encontrados. Ele acha que são ex-alunas dele. Nisso, uma voyeur que mora no prédio da frente ao de Vicente, fica horas e horas vigiando o tradutor. Com essas observações diárias, Anita fica fascinada e curiosa para saber mais daquele homem pacato. Começa a enviar e-mails e se envolvendo com Vicente.



Um suspense policial formidável. Garcia-Roza tem um modo ágil de escrever, nos envolvendo. Nos deixando grudados nas páginas para saber o que Vicente irá aprontar, o que Anita vai conjecturar e o que o Delegado Espinosa vai encontrar sobre o misterioso professor. Uma delícia de livro. Já fiquei fã do Delegado Espinosa e seus comparsas Welber e Ramiro, personagens que perneiam outros livros do Luiz Alfredo. E o Raphael Montes, autor do livro "Dias Perfeitos" que eu tanto amo, escreveu no blog da Companhia das Letras, um texto maravilhoso sobre o Espinosa, onde ele lista os 11 livros do Garcia-Roza onde o Delegado Espinosa se aventura. Lógico que já estão todos na minha lista de desejo.

Beijos misteriosos
Adriana Balreira

A Casa Assombrada - Resenha

Quando vi que o Jonh Boyne lançou mais um livro, quis mais uma vez me encantar com a escrita dele. Li o livro O Ladrão do Tempo ano passado e amei. Ess livro A Casa Assombrada que a Companhia das Letras lançou agora em janeiro me deixou em curiosa pela sinopse, por ser um livro com assombrações, fantasmas... Ui...Medo!


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Pensem numa pessoa medrosa: EU, a exagerada! Comecei a ler o livro e quando via que ia ter medo, parava. E só lia durante o dia! Eliza Caine tem 21 anos e acabou de perder o pai. Sua mãe morreu quando ainda ela era pequena. Encontra-se só na Londres de 1867. Ela é professora de crianças em uma escola, mas com a morte do pai, acaba descobrindo que mora de aluguel e com seu pequeno salário não vai conseguir sobreviver. É quando vê um anúncio de uma vaga de governanta para se dedicar aos cuidados e educação de duas crianças no condado de Norfolk. E como ela já era acostumada a lidar com crianças, aceitou o emprego e mudar sua vida para o interior da Inglaterra. Chegando lá, Eliza vê que a casa está habitada somente pelas crianças: Isabella e Eutace, 12 e 8 anos. Orfãos e cheios de mistérios. A casa é enorme e Eliza começa a ter "visões" e sensações estranhas.


Eliza começa a ter medo, mas mesmo assim não desiste de tentar entender o que acontece naquela casa assombrada. E questiona o que aconteceu com os pais das crianças. Onde eles foram parar. No começo, o advogado responsável pelo pagamento dela não queria comentar sobre a história fatidica da mansão. Mas aos poucos vai contando o que aconteceu. Várias governantas haviam trabalhado na mansão Gaudlin Hall no período de 1 ano, o que amendrontou mais ainda Eliza. E o terror só continua, com ventos e aparições pertubadoras. Descobertas aterrorizantes.

O livro é narrado em primeira pessoa, contado pela Eliza Caine. E a relato é tão envolvente que não parei de ler até saber o porquê daqueles fenômenos sobrenaturais. O Jonh Boyne sabe muito bem como prender o leitor. A história é bem diferente do que já li. Fantamasgórico, fantástico e com muito suspense. Mesmo assim, um livro gostoso de ler e por incrível que pareça, leve. Não tão assustador assim. E bem diferente do livro O Ladrão do Tempo do mesmo autor.

Beijos fantasminhas
Adriana Balreira

A Semana #6 - Coisinhas que me deixam feliz!!

Enquanto me preparava para escrever o post, me chega uma mensagem que muito me alegrou. Uma pessoa que fazia tempo que não vejo e nem falava, me escreveu que vai assistir ao filme Leviatã porque viu meu post no blog. Fico feliz por saber que pessoas que nem imaginava que habitavam esse meu espaço, estão por aqui! 

♥ Agora voltando ao post, uma semana para o Carnaval e ainda não sei o que fazer no feriado momesco! E a minha semana? Post lá do blog da Fernanda Reali


♥ Pequenas e várias coisas me deixam feliz! Alguém querido lembrar de mim, um sorriso, uma noite bem dormida, um elogio, uma compra inesperada, uma boa leitura, um bom filme...E uma grande felicidade é chegar em casa e receber livros pelo correios! Adoro a sensação de abrir o pacote e sentir o cheiro do livro, sentir a textura da capa, se deliciar com as palavras...


♥ Amo muito!! E essa semana chegou o último lançamento do Jonh Boyne da Companhia das Letras A Casa Assombrada. Já li um livro do John, O Ladrão do Tempo e que amei muito a sua escrita. Espero que nesse eu também me encante com suas palavras. Sinopse aqui.


♥ Outro livro que chegou aqui em casa foi o Quem é você Alasca? do badaladíssmo Jonh Green. Desse autor ainda não li nenhum texto. Mas é o queridinho do momento. Então vamos ver se me apaixono também!


♥ Lembrando que próximo sábado além de ser carnaval, nos EUA celebra o Valentine`s Day, o dia dos Namorados! Acho tão fofo o jeito que eles comemoram! Fico babando com as ideias que vejo nos blogs americanos, no pinterest. Vamos então celebrar o amor também!

Beijos amorosos 
Adriana Balreira

Ressaca Literária #fato

Eu lia sempre no Twitter ou nos blogs literários essa frase: Estou de ressaca literária... E eu achava estranho, não sabia o que era isso. Como assim a pessoa está de ressaca literária? O que era exatamente isso que o povo tanto falava e não conhecia? Achava até que não existia. Sim, duvidava que a mente cansava de tanto ler. E não é que agora estou na minha ressaca literária! Sim, ela existe!


Não sei se é porque li vários livros bons seguidos. Ou é mesmo cansaço mental. Só sei que não estou conseguindo começar a ler nenhum novo livro. E estou com vários livros ótimos para ler. Faz mais de uma semana que não consigo ler. Tentei começar um livro, mas tive que voltar já duas vezes as mesmas páginas para tentar entender o inicio do livro... E mesmo assim não consigo assimilar. 

Sempre estava lendo dois ou mais livros ao mesmo tempo. Agora, bem que levo na minha bolsa dois livros mas não consigo nem abri-los. Gostava de ler na hora do almoço, tenho duas horas de intervalo e aproveitava esse tempo para degustar meus livros. E agora, invento coisas para fazer nesse tempo ocioso.




Estou já com saudades deles nas minhas mãos... Mas não consigo entender as histórias. Fico com saudades dos últimos personagens, dos últimos enredos... Agora sim, vejo que essa tal ressaca literária existe! E está em mim... Espero que passe logo, que vá logo embora. E que eu volte a me encantar com letras juntas impressas nas folhas dos meus livros que exalam seu cheiro delicioso no ar...

E vocês, já passaram por isso?

Beijos literários
Adriana Balreira

Amor em Dois Tempos - Resenha

Quando li esse título, Amor em Dois Tempos, e vi a capa nos lançamentos da Editora Companhia das Letras, não resisti. Solicitei logo para ler. E teve mais um motivo para eu solicitar, uma autora brasileira e super delicada Livia Garcia-Roza. Eu a encontrei no Facebook e assim que solicitei amizade logo ela me aceitou e ainda foi gentil e falou comigo. E nem tinha falado que estava lendo o livro dela! Estou adorando esses autores brasileiros. Ultimamente são minhas preferências e não tenho me decepcionado!


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Sinopse: Vivian acaba de ficar viúva. Depois de um casamento de décadas com Conrado, ela se vê com a difícil missão de levar as cinzas do marido para a cidade onde ele nasceu: Salvador. Hilda, sua grande amiga, irá acompanhá-la nessa empreitada. Mas ao chegar à capital baiana, as coisas não acontecem conforme o previsto. A escolha de onde espalhar as cinzas se mostra mais complexa do que ela imaginava, Hilda se comporta de um modo cada vez mais esquisito e, como por ironia do destino, Vivian irá reencontrar ali Laurinho, seu amor de infância. A possibilidade de se apaixonar e viver um romance quando já se aproxima dos setenta anos irá trazer uma nova luminosidade para a vida da protagonista, que até então tinha se conformado com um casamento infeliz, a dedicação ao filho único e o refúgio na escrita. Neste Amor em dois tempos, a ficcionista Livia Garcia-Roza nos apresenta mais um romance sensível, com muito humor e pleno de esperança.
O livro é um encanto. Um amor na terceira idade. O livro é narrado pela própria Vivian logo depois que o marido Conrado morre. Vivian já é uma mulher perto dos 70 anos que casou muito jovem e com ele teve só um filho, Carlos Ozório. Depois que o marido morre, Vivian viaja para Salvador com uma amiga Hilda para cumprir o desejo do marido de ter suas cinzas espalhadas na cidade onde nasceu. Lá em Salvador, acaba reencontrando um amigo e amor de infância, Laurinho. Eles acabam saindo para jantar, conversam muito e acabam se envolvendo num amor lindo e sublime. Mas nem tudo são flores nessa nova etapa da vida de Vivian. Ainda em Salvador, Vivian acaba percebendo que sua vida de casada era muito ruim, que sua convivência com a amiga Hilda também não é das melhores. 

Compreende também que o relacionamento que tem com seu único filho, que está morando em Paris, não é o que ela deseja ter. Fica triste quando seu filho avisa que irá se casar no Japão e que ela não irá participar desse momento tão feliz da vida dele. Tem também o Laurinho, que é casado e com isso não tem como ter um romance pleno com ele. Laurinho e a esposa acabam viajando para Londres ainda na estadia de Vivian em Salvador, com isso ela retorna para São Paulo. Depois de alguns dias, Laurinho avisa que irá passar uma semana em São Paulo com ela. Em São Paulo acabam vivendo momentos lindos...


O livro é lindo, pois como é contado pela visão da Vivian, notamos como o amor, paixão, não tem idade. Com suas inseguranças, suas angústias, seus desejos, seus sofrimentos, seus medos... Que em qualquer idade podemos sentir todo o furacão de uma grande e gostosa paixão.. O livro é simplesmente maravilhoso, envolvente, delicado. E melhor ainda, gostoso de ler. Li rapidinho, não queria parar de ler. Saudades já da Vivian e Laurinho...

Obs.: Dei hoje pela manhã para minha mãe ler e ela está amando o livro. Já está perto de acabar. 

Beijos com muito amor 
Adriana Balreira

O Para Sempre de Ella e Micha - Resenha

Saiu a continuidade do livro O Segredo de Ella e Micha, o livro da Jessica Sorensen da Geração Editorial O Para Sempre de Ella e Micha. Já fiz aqui a resenha do primeiro livro e adorei muito. O bom dessa série é que os livros podem ser lidos separadamente. Dá para entender os livros direitinho sem ter lido o anterior.


Sinopse: Ella e Micha começaram a namorar. Ella está na faculdade em Las Vegas. Micha saiu em turnê com sua banda de rock. Tudo parece se encaminhar para uma relação estável. Mas não é o que acontece. Pesadelos começam a assombrar Ella. O medo de ser abandonado persegue Micha aonde quer que ele vá. Tudo o que enfrentaram antes não pode ter sido em vão… eles não podem perder um ao outro. Ou podem?
“As pessoas se magoam o tempo todo”. Os dois irão sentir essa verdade na pele quando a distância começa a se revelar mais destruidora do que eles poderiam imaginar. Ciúmes, segredos e fantasmas do passado ressurgem ainda mais ferozes, enquanto as vivências sexuais se incendeiam, apimentadas por jogos sensuais, bebedeiras e muita velocidade nas estradas do oeste americano.
Vamos a história. Para vocês lembrarem um pouco do que aconteceu no primeiro livro. Ella e Micha são amigos e vizinhos desde a infância. Os pais dele são separados e a mãe de Ella faleceu e o pai dela é alcoolatra. E no primeiro livro eles começaram a namorar quando ela foi passar as férias na cidade dela.

Nesse livro, Ella volta para a Faculdade em Las Vegas e Micha sai em turnê com a banda dele. Com o namoro a distância, Ella começa a ficar insegura com o relacionamento deles e Micha sente também o mesmo. Até que Ella resolve ir a uma cidade onde ele está fazendo show visitar o namorado, e lá vê a proximidade de Micha com a companheira de banda dele e começa a ficar insegura em relação ao seu namoro. Vem logo o ciúmes! Ella volta para Las Vegas e mesmo fazendo terapia, tem uma crise de ansiedade e insegurança e acha melhor acabar o namoro com Micha. Acaba inventando uma história e diz que o traiu. Mas a Lila sua amiga, conta a Micha que nada disso aconteceu. Com essa revelação, Micha vai atrás dela no casamento do irmão de Ella. Lá eles acabam ficando mas Ella pede para que eles não voltem o namoro até ela ter certeza do que sente por ele e vice versa. 

Ela não sabe lidar com os sentimentos dela, devido a falta de amor que ela teve quando criança. E fica imaginando se merece o amor de Micha. Mesmo sem voltarem o namoro, Micha decide ir morar em Las Vegas, assim ficará mais perto de Ella. E aos poucos eles vão se reaproximando e vendo que não conseguem viver separados um do outro.

O livro é escrito em primeira pessoa, com paragrafos intercalados, um é o Micha e o outro a Ella. Então dá para enxergar os dois lados, os sentimentos e conflitos de cada um deles. Muito esclarecedor desse jeito. O livro é super romântico, a gente fica torcendo para um final feliz deles sempre. E sim, tem algumas partes picantes. Mas nada tão explícito. Uma cena de amor que é gostoso de ler, nada tão escandaloso. E no livro trata muito bem a questão do alcoolismo, da rejeição, da separação, da falta de afeto, de como é dificil lidar com tudo isso. Vale a pena ler. Amei o livro! 

Beijos amorosos
Adriana Balreira


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