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"Oração para desaparecer" - Resenha

 "Oração para desaparecer" é o novo livro da Socorro Acioli lançado em novembro de 2023 pela Companhia das Letras. A Socorro Acioli é uma autora cearense adorável, um doce de pessoa e uma escritora espetacular. Amo o romance de estreia dela "A cabeça do santo" também lançado pela Companhia das Letras em 2012. Se não tiverem lido, leiam! Maravilhoso também.

Confesso que comecei o livro sem saber nada, não quis ler a sinopse, nem nada! A primeira página é muito marcante! Uma mulher surge da terra, ressurrecta, em Almofala, Portugal! Sem lembrar nada, um casal de portugueses a resgata, dá um nome e uma nova vida a essa brasileira. Jorge, um diplomata, amigo do casal portugueses, vai conhecer essa brasileira Cida, e acabam se apaixonando. No Brasil, Ceará, na cidade de Almofala, Miguel sofre de saudades da sua Joana! E com esses personagens o leitor vai conhecendo e se apaixonando por todos! 

Um romance muito gostoso de ler. Mistura fantasia, realidade, costumes indígenas e muita paixão! A Socorro Acioli sempre nos trazendo um livro doce e ao mesmo tempo forte! Encantador! Amei muito!! Literatura brasileira como sempre enchendo o leitor de orgulho. Autora mulher, cearense! Viva a literatura brasileira! 

Beijos literários 
Adriana Balreira

"Rádio imaginação" - Resenha

Quem me conhece sabe que não gosto de ler sinopses, resenhas, contra-capa, enfim, gosto de mergulhar na leitura de um livro no escuro, sem saber nada. E assim que recebi da Companhia das Letras o livro "Rádio imaginação" do Seiko Ito e vi a capa linda, me deu vontade de logo começar a ler. As cores da capa, literatura japonesa, tudo me levou a querer logo ler o livro.

Literatura japonesa me fascina. Sempre que leio um autor japonês fico encantada com a escrita deles, com a maneira delicada que eles tem de escrever. Por isso comecei a ler "Rádio imaginação" sem receio, sem medo. E não estava errada. Que linda escrita do Seiko Ito. Descobri que ele foi o primeiro músico Hip Hop japonês. E esse livro foi indicado a vários prêmios Mishima e Akutagawa e venceu o prêmio Noma.
O livro começa com o narrador, DJ Ark saudando os seus ouvintes da Rádio Imaginação. Começa a jogar conversa fora, contando um pouco da sua vida, da sua história. Fala da sua esposa, do seu filho, dos pais e irmão. De como ele vivia antes de se tornar um locutor de rádio, da Rádio Imaginação. E sempre depois de sua fala, ele deixa uma música para seus ouvintes. E depois recomeça com a conversa. E vários ouvintes começam a ligar para ele, a enviar cartas, a conversar com o DJ Ark. Estava amando a história da vida dele, das cantigas citadas. Eu logo ia no Spotify escutar e descobri que já existe uma playlist de todas as canções citadas do livro, procurem, bem legal. 

Voltando ao livro, logo notei que a história se passava no Japão, na região onde houve o terremoto de 2011. E que vários relatos dos ouvintes da Rádio Imaginação eram de pessoas a procura dos seus entes queridos. O próprio DJ Ark também estava procurando sua esposa e filho. Aí lá pelo meio do livro comecei a notar que o narrador do livro estava morto e estava preso numa arvore após o tsunami que houve na região de Fukushima. E foi maravilhoso ter descoberto esse acontecimento, junto com o próprio narrador. Ele também não sabia até então do seu atual estado.

 


A escrita do Seiko Ito é tão doce e delicada que esse assunto tão pesado de tanta destruição após o terremoto de Fukushima de 2011 no Japão, onde morreram centenas e centenas de pessoas, ficou leve. Um livro que recomendo muito a todos! Pois é uma leitura gostosa e principalmente pelas cantigas que aparecem no decorrer da história. Até o clássico "Águas de Março" do Tom Jobim é citado no livro. Bossa nova sempre marcante aos japoneses. Amo muito!! Leiam "Rádio Imaginação"!! 

Beijos literários 
Adriana Balreira

Uma separação - Resenha

A Companhia das Letras lançou o livro "Uma separação" da Katie Kitamura, norte americana, jornalista, primeiro livro dela traduzido aqui no Brasil. Lançaram como um livro suspense, fiquei toda animada para desvendar um crime em mais um livro policial. Então assim que o livro chegou nas minhas mãos, furou todas as filas. Todos sabem que sou uma amante de livros de suspenses, policiais. 



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O livro é narrado na primeira pessoa, a personagem principal sem nome, inicia o livro narrando sua separação com seu marido, mesmo ele tendo solicitado a ela não comentar com ninguém sobre a decisão dela. Estavam casados tinha 5 anos, ele um escritor de sucesso de apenas um livro, cheio de charme, lábia e ela uma tradutora de livros. Quando sua ex-sogra liga preocupada com o sumiço do filho que viajou para a Grécia e não consegue contato com ele. Resolveu ligar para a nora ir ao lugarejo o qual está o escritor para saber seu paradeiro. 




Como a separação dos dois não era conhecido pelos sogros, a esposa zelosa acata a sugestão e viaja a procura do marido. Como o marido estava escrevendo livro novo sobre luto, morte, achou natural essa viagem pois ia fazer pesquisa sobre Carpideiras, mulheres pagas para chorarem em enterros. Chegando na Grécia vai parar no hotel que ele está hospedado. Tinha saído e voltaria para o hotel. Então resolveu aguarda-lo. Descobriu por lá envolvimento com uma funcionária do resort com seu marido, nada que abalasse pois já separados. E nada do ex-marido voltar, enquanto isso ela vai nos mostrando o início do seu relacionamento, sua história com ele e como ela está. 



Um livro com mistérios mas muito mais de convivência, de relações pessoais, de afetos. De conflitos internos, de como resolver uma situação de mentiras. Enfim, um livro bem escrito, instigante, super gostoso de ler. Mas que não é de suspense! Não mesmo, mas amei o livro "Uma separação".

Beijos literários
Adriana Balreira



Parque Industrial - Pagu

Esse ano de 2022 estamos comemorando o centenário da Semana de Arte Moderna de 22. Um acontecimento que marcou história nas artes do Brasil. E a Companhia das Letras está lançando obras maravilhosas em comemoração à Semana de 22. Comecei lendo o livro da Pagu. Tudo bem que esse "Parque Industrial" não é da época da Semana de 22, a autora tinha somente 12 anos quando teve a Semana de 22. Mas Pagu foi a grande musa dos modernistas.


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Li o "Parque Industrial" escrito pela Pagu em 1932, sendo o primeiro livro proletário brasileiro. Pagu, Patrícia Galvão, tinha 22 anos quando escreveu esse livro. Totalmente urbano, com personagens da indústria textil paulista, o livro traz uma crítica social muito forte das opressões sofridas por essas trabalhadoras industriais. Os sofrimentos, as frustrações, os traumas dessas mulheres foram retratados super bem por essa jovem Pagu.
Esse livro nos mostra a real situação dos operários da época de 30. Uma verdadeira crítica social. Amei muito. Achei muito parecido com os livros da literatura russa do início do século XX. Os famosos livros proletariados da Rússia, como "A mãe"de Máximo Gorgi, que li faz muito tempo mas que também tem sobre um operário industrial revolucionário. Pagu que era comunista, deve ter lido muita literatura russa revolucionária. Sua escrita me lembra muito esses livros.



Mesmo sendo um livro escrito em 1932, muito do que está lá cabe muito bem no Brasil de 2022. Incrível como é uma obra atual. Leiam! Uma leitura obrigatória para quem quer conhecer o nosso país.



Uma leitura forte, diferente, muito importante para os dias de hoje! O livro "Parque Industrial" é um livro pequeno, tem somente 112 páginas, uma leitura rápida, com histórias de várias mulheres proletárias tentando sobreviver. Leiam! 

Beijos proletários 
Adriana Balreira

Livros da Semana de 22 - Companhia das Letras

 Esse ano de 2022 estamos comemorando o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Ocorreu em São Paulo nos dias 13 a 17 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal. O evento reuniu diversas apresentações de dança, música, recital de poesias, exposição de obras - pintura e escultura - e palestras. Os artistas buscavam fazer uma arte mais brasileiras, romper com o rigor acadêmico, terem mais liberdade de expressão. Foi uma revolução artística. E em comemoração a esse marco, o Grupo Companhia das Letras lançou diversos livros esse mês de fevereiro e enviou alguns para mim e irei mostrar a vocês.

📚 Modernismos 1922 - 2022 - Gênese Andrade (org.) 

📚Diário confessional - Oswald de Andrade 

📚Modernidade em preto e branco - Rafael Cardoso 

📚O guarda-roupa modernista - Carolina Casarin 

📚Serafim Ponte Grande - Oswald de Andrade 


Uma parte da nossa história retratada nesses livros! Vou ler e depois conto tudo para vocês!

Beijos modernistas
Adriana Balreira

2022, mais um ano em ótima Companhia das Letras

 

E finalmente meu ano começou maravilhosamente bem. Sim, sei que já estamos em fevereiro de 2022, e é exatamente em fevereiro que sai o resultado da parceria com o Grupo Companhia das Letras e mais uma vez veio o sim!! Esse ano está fazendo 10 anos que tenho parceria com a Companhia das Letras. Amo de paixão todos os títulos da editora. E não é porque sou parceira deles, realmente antes mesmo de ser parceira já amava e tinha vários livros.

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Devido a pandemia, ano passado a Companhia das Letras fez muitos eventos literários online. Foi maravilhoso pois assim aproximou o leitor com os autores da casa. Podemos conversar com os autores sobre os livros antes mesmo dos lançamentos. Tiramos as dúvidas sobre a história, como foi feito o enredo, o título de onde surgiu. Que esse ano tenha mais e mais eventos assim. 


E por falar em eventos, a Companhia das Letras está com vários títulos em promoção "Abrimos o nosso baú" que está dando 40% de desconto em livros diversos. Corram lá.


E para finalizar, meu muito, muito, muito obrigada ao grupo Companhia das Letras por mais um ano de parceria. Amo muito!! 


Beijos literários 
Adriana Balreira

Pequena coreografia do adeus #Resenha

Esse livro "Pequena coreografia do adeus" da autora Aline Bei foi lançado pela Companhia das Letras em abril de 2021. Antes do lançamento do livro, a Companhia das Letras convidou alguns dos parceiros dela para participar de uma conversa literária com a autora para sabermos mais sobre a obra. Esse tipo de conversa é feita pelo Zoom e onde tiramos todas as dúvidas com a autora de como foi a escolha do título, capa, personagens. Bate papo super descontraído e animado. A Aline Bei é um doce de pessoa. Super acessível, amorosa com todos os leitores dela. Sabe cativar as pessoas. Assim que eu gosto de uma autor, gente como a gente! Sem frescura nenhuma, pois tem uns por aí... Misericórdia.

Não li ainda o “O Peso do pássaro morto” que foi o livro de estreia da Aline Bei, então fui ler o Pequena coreografia do adeus sem noção da escrita da autora, fiquei encantada como a Aline Bei escreve uma prosa com uma poesia de tirar o fôlego! O livro conta a história de Júlia Terra que ainda criança vê seus pais separarem e ela nesse conflito do abandono. Ela cresce e vira uma adulta carregada com os medos e angústia da infância interrompida. 

Trabalha em um café, e vai morar sozinha em uma pensão comandada por uma argentina. Seu maior sonho é ser uma escritora. Júlia tem uma dificuldade incrível de se relacionar e vive sozinha. Não consegue se dar bem nem com os seus pais. Sua mãe é uma pessoa extremamente amarga e acaba passando isso para a filha. Seu pai se relaciona com outras mulheres e mantém com a filha encontros esporádicos. Júlia é aquela jovem que cresce sem o amor dos pais e tem que amadurecer cedo demais.
A escrita da Aline Bei é uma delícia de ler. Entramos na alma da personagem e sofremos com ela seu abandono. Dá vontade mesmo de colocar Júlia no colo, amparar e dar muito carinho. Leitura forte, real. Recomendo muito. Daqueles livros que não sai da cabeça. Leiam! Ah, e tem o audiobook desse livro narrado pela própria autora, voz mega doce e meiga. 

Beijos doces 
Adriana Balreira

Klara e o sol #Resenha

Kazuo Ishiguro, autor nipo-britânico, ganhou o prêmio Nobel de literatura em 2017 e seu mais novo livro é o "Klara e o sol" lançado pela Companhia das Letras em março de 2021. Já li dele o livro "Um artista do mundo flutuante", lançado pela Companhia das Letras em 2018 que adorei.

No livro Klara é um AA (amigo artificial) que está na loja aguardando uma pessoa para comprá-la. Ela fica exposta em uma loja repleta de outros AAs, uma hora na vitrine, outra mais no fundo da loja. Esperando alguma pessoa que se interesse por ela. Seu "alimento" constitui de raios solares. Enquanto se encontra na vitrine da loja, Josie e sua mãe veem Klara e Josie logo se encanta por ela. Sua mãe já está mais propensa a comprar um modelo mais moderno de AA, mesmo assim Klara ainda mantém viva a esperança da escolha. Passa algum tempo, Josie retorna a loja e finalmente compra a tão sonhada Klara para morar com ela e sua mãe.
Ao longo do livro vamos descobrindo que Josie sofre de uma doença e Klara faz de tudo para tentar cura-la. Josie tem um vizinho, seu melhor amigo, que fica sempre ao seu lado nas horas delicadas de sua saúde. Nesse livro o narrador é a Klara, então nossa percepção de tudo que se passa na história é de um AA, um ser totalmente programado. Vamos descobrindo seus sentimentos, seu amor pelo próximo, sua missão de cuidado com o outro. Tudo descrito de uma maneira muito poética pelo autor. 

Amei o livro, delicado, cheio de amor e carinho com o próximo. Deu vontade de ter uma Klara só pra mim! 

Beijos literários
Adriana Balreira

O som do rugido da onça

Esses dias a Companhia das Letras disponibilizou para o meu kindle o livro da Micheliny Verunschk "O som do rugido da onça". Não conhecia a autora pernambucana, historiadora e em 2004 foi indicada ao Prêmio Portugal Telecom de Literatura, com o livro de poesia "Geografia íntima do deserto", sendo a única mulher estreante e também a mais jovem a ficar entre os dez finalistas. Fui lá ler o livro que será lançado no dia 10 de março de 2021 em uma live no Youtube da Companhia das Letras às 19h. Bom, antes disso tivemos uma conversa com a autora sobre o livro que foi maravilhoso, por isso não percam o lançamento! 


O som do rugido da onça, o que dizer desse livro! É uma história de ficção baseado em uma triste história de dois indígenas brasileiros tirados de sua terra para serem vistos e estudados por cientistas europeus. Iñe-e e Juri duas crianças indígenas de tribos diferentes, foram trocados por objetos e levadas para a Alemanha. A narradora é da menina, relatando toda a tristeza, angustia e terror de estar em uma terra estranha, sem entender suas falas e tendo que conviver com a saudade de sua gente, sua terra, suas águas e animais. E que tempo depois de chegarem a Munique não resistiram a tanta mudança de estilo de vida, mudança climática. 



Um texto cheio de lendas folclóricas, poético, humano, que só uma boa historiadora e escritora poderia escrever. Somos levados ao início do século XIX, para as terras indígenas na Amazônia e depois atravessar o oceano até chegar ao velho mundo. Uma viagem de dor e sofrimento. Um pedaço da nossa história esquecida e apagada, que a Micheliny nos retrata tão doce e verdadeiro. Uma verdadeira obra prima o livro "O som do rugido da onça". Daqueles que tiram o fôlego, nos revoltam. 



A autora revelou como foi a trajetória dela para escrever o livro. Que ela nunca esteve em Munique, onde as crianças foram levadas. Que recebeu ajuda das pessoas que já estiveram lá, além das pesquisas incansáveis de dois anos para finalizar o livro. Ela mesma descobriu ser descendente de indígenas, a deixando mais perto ainda da história desses inocentes. 



Fiquei encantada com tudo que li e de como foi a escrita do livro. Uma parte da nossa história cruel narrada tão docemente pela Micheliny Verunschk. Só digo que leiam. Maravilhoso. Ah, e sigam no Instagram a autora, está como @oncaverunschk, foi de onde tirei a foto dos índios que ela postou.

Beijos literários 
Adriana Balreira

2021, mais um ano boa Companhia das Letras

E mais um ano em ótima Companhia das Letras ! Mais um ano que a Grupo Companhia das Letras  firma parceria com o meu blog. Fico super mega ultra feliz com isso. Sou só uma apaixonada por livros e boas leituras. E é o que encontro sempre na Companhia das Letras. 


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Desde 2012 o blog é parceiro do Grupo Companhia das Letras, sempre tão atenciosos. Nesse tempo todo que tenho parceria com a Companhia das Letras, pude vivenciar todo o crescimento da editora que agora conta com: Editora Paralela, Editora Seguinte, Editora Zahar, Editora Alfaguara, Editora Suma, Penguin...

Durante todo esse tempo tantos livros lidos! Tantas histórias vividas... Todas deliciosas de saborear. Em todos esses anos de parceria, o melhor foi desfrutar de autores que não conhecia. Autores brasileiros que fiquei encantada: Micheliny Verunschk, Fabiane Guimarães, Michael Laub, Alexandre Vidal Porto, Natércia Pontes, Paulo Scott... E outros tantos autores estrangeiros que virei fã. 



Que venham mais e mais livros da boa e sempre Companhia das Letras...

Beijos literários ♥
Adriana Balreira

Lidos em Janeiro/2021

Janeiro de 2021 até que me surpreendeu em termos literários. Consegui finalmente ler bastante! Coisa que em 2020 não fiz. E que livros bons tive a oportunidade de degustar! Todos os livros foram enviados pelo Grupo Companhia das Letras pela parceria que o blog tem com a editora. Eis a lista:
Os Viajantes - Regina Porter - Editora Companhia das Letras - Simplesmente adorável. História de duas famílias, uma branca e outra negra americanos, onde os personagens se entrelaçam no decorrer do livro. Maravilhoso!! Tem resenha dele no Blog Adriana Balreira.
É assim que se perde a guerra do tempo - Amal El-Mohtar - Editora Suma - Uma história de duas agentes rivais que percorrem o mundo em diversas épocas do tempo que  acabam se apaixonando, sem nunca terem se encontrado. Nunca coincidem de estarem em um local ao mesmo tempo. Ficam enviando cartas uma para a outra ao longo da jornada. Super poético, super romântico. Uma fantasia...
Paguei a língua - Julia Faria - Editora Paralela - Um livro leve sobre relacionamentos. Com muitas dicas para quem está apaixonado, vivendo um grande amor. Pena que não é o meu caso, mas mesmo assim amei ler.
O impulso - Ashley Audrain - Editora Paralela - O grande lançamento em janeiro/21. Que livro maravilhoso!!! Não conseguia parar de ler. Um romance sobre a maternidade, a maternidade nunca dita, nunca declamada pelas mulheres. Esse livro é daqueles que te pega e você não consegue largar. Cheio de mistérios, romances, traições, desconfianças... tudo junto e misturado. Vale muito a pena ler.
Todas leituras apaixonantes e deliciosas. Comecei bem o ano de 2021. Que venham mais e mais leituras...

Beijos literários 
Adriana Balreira

Os viajantes - Resenha #CompanhiadasLetras

Comecei o ano de 2021 com a leitura do livro "Os viajantes"da autora estaduniense Regina Porter que aqui no Brasil foi lançado pelo grupo editorial Companhia das Letras. A obra de estréia da autora nascida em Savanah, estado da Geórgia, já entrou no rol dos queridinhos. 


Quando comecei a ler "Os viajantes", confesso não ter a mínima ideia da história na qual iria entrar. E o livro já começa a listar os personagens, com quem são casados, quais os filhos. Depois disso começa realmente a história. São histórias de famílias norte-americanas que se cruzam. Famílias afro-americanas e descendentes da Irlanda.

James Samuel Vincent, um rico advogado, tenta se afastar de sua origem humilde de descendente de imigrantes irlandeses em Nova York. Seu filho, Rufus, se casa com Claudia Christie, uma mulher de família negra cujo pai tem uma vida atravessada pela guerra do Vietnã e pelas tensões raciais que tomam conta dos Estados Unidos nos anos 1960. Histórias se alternam, se cruzam. E assim somos levados por Regina Porter neste seu extraordinário romance de estreia. Através da perspectiva de diversos homens e mulheres, numa trama que avança e volta no tempo, o que vemos desenrolar é um panorama rico e variado da vida na América entre os anos 1950 e a eleição de Barack Obama. Porter justapõe uma série de breves episódios, vozes e fotografias -- num recurso que ecoa o mestre W. G. Sebald --, criando um efeito único. - Companhia das Letras
A autora nos conta a história de vida de cada personagem quando jovem até adultos. Seus conflitos, seus segredos, seus envolvimentos, seus relacionamentos... A cada capítulo vivenciamos a história dessas pessoas nas várias fases de suas existências. Tornando a leitura envolvente e super bem amarrada nos cruzamentos desses vários personagens citados no início do livro. 

Livro de estréia da autora Regina Porter, "Os viajantes" é uma obra espetacular. Não conseguia parar de ler, querendo descobrir a relação de cada personagem tinha na vida dos restantes. A autora conseguiu amarrar muito bem as histórias. E leva o leitor a se sentir como membro das famílias que fazem o livro. Não foi a toa que foi eleito um dos livros do ano pela Esquire e finalista do Pen/Hemingway Award na categoria romance de estréia. Um livro arrebatador! Muito bom mesmo.
E no decorrer do livro a autora cita várias canções que fizeram parte da vida dos personagens e acabei fazendo uma playlist no Spotify com o nome Os viajantes com as músicas. Muito boa a seleção musical. 

Beijos literários 
Adriana Balreira

1984 edição comemorativa

Amo romances distópicos, sim aqueles livros que nos colocam em um futuro imaginário com governos totalitários, ditatoriais que exercem um poder tirânico no seu povo. E uma das obras primas desse gênero é o 1984 do George Orwell escrito em 1948 e lançado em 1949. Está sempre nas listas dos melhores livros do século 20. Faz uma crítica política que é sempre atual. E no final de 2019 a Companhia das Letras fez uma nova edição comemorativa pelos 70 anos do lançamento original e enviou um exemplar para mim. Que presente!! Amei muito!!


Que edição!! Capa dura feita em tecido, lombada impressa. Super caprichada. E com vários textos de apoio de vários autores renomados. Alguns ensaios que dão conta da história da recepção crítica do livro desde o ano de seu lançamento, 1949, até hoje.


Além de fotos de várias edições do mundo inteiro. É uma edição perfeita! Linda de morrer!


Eu já tinha a edição antiga do 1984 da própria Companhia das Letras. Ganhei de Natal de alguns anos atrás do meu irmão Eduardo. Já li mas com certeza irei reler nessa nova edição.



"O romance de Orwell tem como herói o angustiado Winston Smith, refém de um mundo feito de opressão absoluta. Em Oceânia, ter uma mente livre é considerado crime gravíssimo. Numa trama em que os "fatos alternativos" estão por toda parte e a mentira foi institucionalizada, Winston se rebela contra a sociedade totalitária na qual vive; em seu anseio por verdade e liberdade, ele arrisca a vida ao se envolver amorosamente com uma colega de trabalho, Júlia, e com uma organização revolucionária secreta. Normalmente lido como uma distopia, 1984 é também uma sátira, uma profecia, um grito de alerta, um thriller de espionagem, uma extraordinária ficção científica, um terror psicológico, um romance pós-moderno e uma história de amor." Companhia das Letras

Se ainda não leram essa obra prima, aproveitem essa edição comemorativa. Tenho certeza que irão amar. O Grande Irmão vai estar de olho em quem não leu!!! rsrs... 

Beijos literários
Adriana Balreira

O crime da Galeria de Cristal #livro

Décadas que não postava no blog... Gente!! Nesse tempo todo ausente li alguns livros maravilhosos. E um deles foi o livro O crime da Galeria de Cristal e os dois crimes da mala — São Paulo, 1908-1928 do autor brasileiro Boris Fausto. Um dos maiores historiadores do país e cientista político, tem 88 anos. Um fofo!! Nunca tinha lido nenhum dos seus livros, e amei!! O livro foi lançado pela Companhia das Letras em março de 2019.


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O livro narra sobre 3 crimes ocorridos no início do século XX na capital paulista. Crimes e julgamentos famosos. Boris descreve com maestria como transcorreu os assassinatos e seus julgamentos judiciais e as reações da sociedade tradicional paulista diante dessas histórias. Não conhecia nenhum dos acontecimentos descritos no livro, o Crime da Galeria Cristal e os dois crimes da Mala. Pelo que foi descrito no livro, esses crimes abalaram São Paulo. Foram intensamente descritos nos jornais da época.

Imagem tirada da Revista Isto é

O primeiro delito foi de um moço que foi atraído ao quarto de um hotel e assassinado. Uma verdadeira tragédia conhecida como o Crime da Galeria de Cristal. O jovem bacharel Arthur Malheiros estava andando despreocupadamente pelas ruas do centro de São Paulo em pleno Carnaval, quando um desconhecido o abordou e pediu para conversar com ele sobre assuntos de negócios. Elizário Bonilha o chamou para o seu hotel. 

Chegando ao Hotel Bella Vista subiram para o quarto 59 onde a professorinha Albertina aguardava com um revolver em punho. A moça que já tivera um caso com o Bacharel, atirou contra seu corpo ignorando o pedido de perdão do Bacharel. Logo depois do crime, Eliazário, marido da professora, saiu a procura dos policiais. Um caso de vingança contra honra. A sociedade paulista se dividiu entre os que chamaram Albertina de heroína e vilã. Tiveram quatro julgamentos e no livro foram descritos com primor pelo autor.

Imagem tirada da Revista Isto é


Os outros crimes reproduzidos são denominados como os Crimes da Mala. Em 1928, em pleno porto de Santos encontraram um baú com um corpo de uma mulher. Crime descoberto pelo peso grande do baú. O italiano Giuseppe Pistone assassinou sua esposa grávida Maria Mercedes Féa. Que pelo que vi na entrevista com o Boris Fausto no programa do Bial, a Maria Mercedes é cultuada até hoje como uma santa no cemitério de Santos. 

O outro crime da mala foi o de 1909 no qual o Michel Trad tentou viajar de navio para Europa com o corpo Elias Farhat na mala. Pensando ele em jogar ao mar a mala, mas antes alguém sentiu o cheiro forte e ele foi descoberto. Michel Trad parece que tinha um caso com a Carolina, esposa do Farhat.

Imagem tirada da Revista Isto é

Enfim, são histórias fantásticas e super bem escrito. Para quem gosta de crimes, julgamentos, histórias verídicas, jornalismo, esse livro O crime da Galeria de Cristal é essencial. Perfeito! E como comentei, assistam à entrevista do Boris Fausto com o Pedro Bial na Globoplay. Muito bom.

Beijos literários
Adriana Balreira

O homem de areia #Livro

Eu amo livros de suspense. Cresci lendo Agatha Christie. E quando busco uma leitura para desanuviar, esse é o genero literário que pego para ler. Embora livros assim deixem os nervos a flor da pele, eu simplesmente amo todo o mistério de quem é o assassino, de como foi elaborado o plano. Bom demais quando o autor consegue nos prender. A editora Alfaguara lançou O homem de areia do Lars Kepler, que é o pseudônimo do casal sueco Alexandra e Alexander Ahndoril. Juro que não sabia desse detalhe, sempre achei que era um só autor! rsrs... Os dois já escreveram 6 livros da série do detetive Joona Linna, que está nesse livro também. Mesmo sendo uma série, esse foi o primeiro que li e não senti falta de ter lido os outros livros.


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O livro começa com o resgate de um rapaz em uma ponte ferroviária que estava declarado morto há 13 anos, Mikael Kohler-Frost. O acusado de te-lo matado, Jurek Walter está preso em um presídio de segurança máxima. Um perigoso serial killer, que entra na mente das pessoas e é mantido isolado. Quem o prendeu alguns anos atrás foi o detetive Joona Linna, que tem um medo profundo do serial killer. O rapaz encontrado na ferrovia é filho de um grande autor e tinha desaparecido com sua irmã há muito tempo. Está muito debilitado e conta que conseguiu fugir mas que sua irmã continua presa pelo Homem de areia. 

Então começa as buscas incessantes para saber o local desse esconderijo, pois o rapaz encontra-se muito doente e o mesmo deve estar acontecendo com sua irmã. As suspeitas recaem em um cúmplice do Jurek Walter. Que esse comparsa esteja com esses reféns presos a mando do Jurek. Mesmo esse assassino perigoso não podendo receber nenhum tipo de visita. Todos tem medo até de conversar com ele. De que ele entre na mente das pessoas e acabem enlouquecendo.


Mas a última alternativa de saber onde fica o esconderijo do Homem de areia é saber do próprio Jurek Walter. Como fazer isso? Infiltrar uma policial na área isolada do presídio para quem sabe o serial killer acabe soltando alguma pista. É angustiante lê o desespero para driblar o tempo escasso para encontrar esse possível cúmplice e salvar a irmã do Mikael. Enquanto a policial está junto com o preso, o detetive Joona Linna está fazendo de tudo para desvendar mais esse imbróglio. Suspense até o final do livro!!


É um livro com capítulos pequenos e sempre com ganchos alucinantes para seguir com a leitura. O leitor não consegue largar o livro um só minuto. O suspense é grande. A curiosidade maior ainda. Não conseguia nem respirar. Tinha horas que o medo é grande. Nunca tinha lido nada desse autor, fiquei encantada. Esses autores nórdicos sempre arrasam no gênero policial. Eu amei esse livro. Vocês já tinham lido algum livro desse autor?

Beijos literário
Adriana Balreira

A montanha mágica - Clube de Leitura Penguin

Calhamaço vimos por aqui! No Clube de Leitura Penguin de Fortaleza lemos o clássico do Thomas Mann - A montanha mágica da Companhia das Letras. Como o livro é muito extenso, lemos durante dois meses, janeiro e fevereiro. Que livro! Maravilhoso. Eu já tinha lido o livro Os Buddenbrook e já tinha amado a escrita do Thomas Mann.


A história do livro A montanha mágica é do personagem Hans Castorp que vai visitar seu primo Joachim no sanatório Berghof para tuberculosos no alto da montanha em Davos, Suécia. Hans pretendia passar somente 3 semanas com o primo e voltar a sua vida. Ledo engano.... No dia que completou as 3 semanas, Hans Castorp adoece e sua estadia no Sanatório se estende para que o seu corpo se cure totalmente. Lá no Sanatório encontramos diversos personagens maravilhosos. Claudia Chawchaw, uma russa por quem o nosso protagonista se apaixona. Tem o Settembrini, italiano poeta, ativista político. E outros tantos. A história se passa antes da primeira guerra mundial. Onde o mundo está com vários conflitos a serem deflagrados.



O Thomas Mann é bastante descritivo, então o livro é um passeio minucioso da rotina dos pacientes do sanatório, com as refeições amplamente fartas, repousos com hora marcada, passeios ao arredores. E também tem as conversas animadas entre Castorp e Settembrini. E depois tem judeu jesuíta Naphta para animar o colóquio. O livro discorre sobre o tempo. Com menções de como tratamos o tempo na nossa vida.

Encontro de janeiro/2019


Para mim o melhor do livro A montanha mágica está nos embates entre o Naphta e Settembrini. Altamente filosóficas. Foram as partes que mais gostei. A parte das descrições minuciosas as vezes cansava. Pois em um livro com quase 900 páginas e denso como ele é, não é fácil! Mas era um livro que tinha muita vontade de ler e com essa leitura coletiva ficou muito mais fácil de conseguir vencer. Acho que se não tivesse essa meta de acabar em fevereiro, ainda estaria lendo... rsrs... 

Encontro de fevereiro/2019

O bom do Clube de Leitura é justamente isso, ficamos no whatsapp comentando cada passagem do livro e isso incentivava a leitura a todos. Enfim acabamos de ler o livro A montanha mágica em dois meses e todos do grupo amaram o livro. 

Beijos mágicos
Adriana Balreira

Cloro #livro

Quando o autor Alexandre Vidal Porto começou a postar nas suas redes sociais (twitter: @vidalporto e Instagram: @alexvidalporto) seu novo livro Cloro, já fiquei com vontade de ler! Sim, pois já tinha lido um livro do Alexandre Vidal e amei o jeito que ele escreve. Já comentei aqui no blog sobre o livro Sérgio Y vai à América dele, li em um dia! Leiam, recomendo muito!!! Sou sim uma fã do Alexandre Vidal Porto!


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Mas voltemos ao livro Cloro. Foi lançado final de novembro de 2018 pela Companhia das Letras. A capa é linda, de uma profundidade! Amei. E agora em janeiro o Grupo Companhia das Letras me enviou um exemplar do Cloro. Chegou aqui em casa na segunda-feira e na terça-feira lá estava eu lendo, devorando seria melhor palavra. 

A história é narrada pelo Constantino, que logo no início do livro avisa a seus leitores que está morto e estando no limbo começa a contar ao leitor a sua trajetória de vida. Sua infância na escola, seus namoros, sua vida com esposa e filhos. Constantino tem a consciência desde a infância que é homossexual, mas acaba reprimindo o que realmente é para poder sobreviver na sociedade em que vivemos. Ao ser chamado de bicha na escola, resolve logo namorar uma garota para se inserir no mundo. 

A partir dessa escolha, sua vida ruma para uma existência desenhada para ser a mais perfeita de todas. Casou com a namorada da juventude, Debora, uma esposa dedicada, do lar, um casal de filhos saudáveis, uma carreira sólida de advocacia. Tudo na mais perfeita ordem, era o que Constantino achava. Até que um dia se dá conta do vazio, do teatro que ele estava vivendo. E ao assistir uma cena homossexual na TV, desperta nele um desejo até então adormecido. Constantino começa a levar uma vida dupla, mantendo seu casamento mas tendo seus casos com homens. Vive no conflito dessa dualidade. E no livro o nosso protagonista faz a catarse de todos esses sentimentos reprimidos por tanto tempo.

Trecho do livro


Não consegui ter raiva do personagem, mesmo sabendo que ele traiu a esposa, os filhos. Pois quem mais sofreu nisso tudo foi o próprio Constantino. Nitidamente não foi feliz com a vida que escolheu. E ainda levou para sua vida insossa a Débora, personagem que tive raiva.... rsrs... pois aceitou viver na morosidade, na rotina bem infeliz do seu casamento. Amei o livro. Li em um dia! A leitura é muito gostosa e rápida.

Cantiga citada no livro

Melhor ainda é que o autor cita músicas, séries, cantores, um mundo de referências ao nosso alcance e bem atuais. Eu adoro!! Foi uma leitura tão marcante que passei quase uma semana para iniciar uma nova leitura. Fico imaginando quantos "Constantinos" existem nesse mundão a fora. Que levam vida dupla, sofrendo por não se aceitarem. Que os "Constantinos" consigam sair do armário e se amarem! E leiam esse livro!! Maravilhoso! 

 Beijos literários
 Adriana Balreira

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