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Klara e o sol #Resenha

Kazuo Ishiguro, autor nipo-britânico, ganhou o prêmio Nobel de literatura em 2017 e seu mais novo livro é o "Klara e o sol" lançado pela Companhia das Letras em março de 2021. Já li dele o livro "Um artista do mundo flutuante", lançado pela Companhia das Letras em 2018 que adorei.

No livro Klara é um AA (amigo artificial) que está na loja aguardando uma pessoa para comprá-la. Ela fica exposta em uma loja repleta de outros AAs, uma hora na vitrine, outra mais no fundo da loja. Esperando alguma pessoa que se interesse por ela. Seu "alimento" constitui de raios solares. Enquanto se encontra na vitrine da loja, Josie e sua mãe veem Klara e Josie logo se encanta por ela. Sua mãe já está mais propensa a comprar um modelo mais moderno de AA, mesmo assim Klara ainda mantém viva a esperança da escolha. Passa algum tempo, Josie retorna a loja e finalmente compra a tão sonhada Klara para morar com ela e sua mãe.
Ao longo do livro vamos descobrindo que Josie sofre de uma doença e Klara faz de tudo para tentar cura-la. Josie tem um vizinho, seu melhor amigo, que fica sempre ao seu lado nas horas delicadas de sua saúde. Nesse livro o narrador é a Klara, então nossa percepção de tudo que se passa na história é de um AA, um ser totalmente programado. Vamos descobrindo seus sentimentos, seu amor pelo próximo, sua missão de cuidado com o outro. Tudo descrito de uma maneira muito poética pelo autor. 

Amei o livro, delicado, cheio de amor e carinho com o próximo. Deu vontade de ter uma Klara só pra mim! 

Beijos literários
Adriana Balreira

Nobel de Literatura #2017

Hoje, dia 05 de outubro, foi anunciado logo pela manhã o mais novo vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Kazuo Ishiguro. Autor nipo-britânico de 62 anos, escreveu oito livros (sete romances e um volume de contos), ele escreve em inglês. Ele nasceu em Nagasaki e aos 5 anos foi para a Inglaterra.


A Academia Sueca, responsável pelo Nobel, informou em comunicado que Ishiguro recebeu o prêmio porque "em seus romances de grande força emocional, revelou o abismo sob nossa sensação ilusória de conexão com o mundo". A secretária da Academia Sueca ainda destacou que Kazuo retrata em seus livros temas como "memória, passagem do tempo e autoilusão". 


Aqui no Brasil as suas obras são editadas pela Companhia das Letras. Seu livro "Os Vestígios do dia" em 1993 virou filme estrelado pelo Anthony Hopkins, lembro bem de ter assistido na época e adorado. Nunca li nada dele, tenho o mais novo livro dele "O Gigante Enterrado", lançado em 2015.


Depois do ano passado com o Bob Dylan como vencedor do Nobel de Literatura, voltamos a ter um escritor tido normal! rsrs... Vou ler um livro dele para sentir a escrita dele. Pelo que li sobre as obras dele, é uma mistura de mistura de Jane Austen, comédia de costumes e Franz Kafka. Vou lá conferir! Pois uma das minhas metas literárias é ler sempre posso um laureado pelo academia sueca. Tentar ler todos os agraciados é meu sonho!!!

Beijos literários
Adriana Balreira

A guerra não tem rosto de mulher - Resenha

Li recentemente o livro Vozes de Tchernóbil da jornalista e escritora Svetlana Aleksiévitch que ganhou o prêmio nobel de literatura do ano passado,amei! E quando a Companhia das Letras lançou o segundo livro dela A guerra não tem rosto de mulher logo quis ler.

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Relatos das mulheres russas que participaram da Segunda Guerra Mundial. Muitas delas com participação no front de batalha. São histórias de combatentes que virão de perto a morte. Os livros de guerra em geral são contadas sob o ponto de vista masculina, dos soldados, suas estratégias, manobras militares. 


Nesse livro não, são fatos narrados por mulheres que testemunharam in loco o terror do conflito. Seus sentimentos que foram abafados nos tempos de guerra, sua feminilidade que foi trocada pelo terror de tentar sair viva da grande guerra. Vaidades postas de lado, paixões deixadas para trás... 



São relatos fortes, muitas vezes tristes, com muito sangue, fome, desesperos. Outros relatos são de mulheres cheias de esperança e amor. Essas mulheres entrevistadas pela Svetlana calaram-se por muitos anos, depois que acabou a Guerra tentaram voltar a vida de esposa, mãe, filha e só desabafaram depois de muito tempo. Um livro para descobrirmos o outro lado da guerra. A jornalista Svetlana conseguiu extrair dessas mulheres histórias profundas, leves, divertidas, fortes, mostraram a alma.


Svetlana esteve na FLIP - Feira Literária de Parati e falou sobre os dois livros dela lançados pela Companhia das Letras (video aqui). E esteve também no SESC em São Paulo onde Svetlana falou com os leitores, vale a pena assistir os vídeos.


Sempre bom termos conhecimento da história mundial recente. Principalmente sob um novo olhar, das mulheres, sempre fortes e determinadas. 

Beijos literários
Adriana Balreira

As Rãs - Resenha

Em outubro quando anunciaram o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura e que eu fiz um post sobre as obras que li dos vencedores, bateu logo a vontade de desfrutar de mais exemplares provinientes dessas mentes vitoriosas. Foi quando a Companhia das Letras lançou o livro "As Rãs" do Mo Yan vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2012. Mo Yan foi o primeiro autor chinês a ganhar o prêmio nobel de literatura. Lógico que virou meu objeto de desejo.


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História narrada pelo sobrinho de uma parteira do interior da China. Girino conta como sua tia Wan Coração iniciou lá pelos anos de 1950 a trazer ao mundo alguns milhares de chineses da sua provincia e região. Para tanto, Girino, vai contando a sua história, da sua família e dos seus amigos. Da sua infância, no período critíco de 1960, onde muitos passaram fome e comeram até carvão. Onde logo após esse período de fome generalizada, o Governo Chinês implantou a Lei do Filho Único que tinha como finalidade tentar conter o avanço populacional. O slogan do governo era “Um não é pouco; dois é bom; três é demais.”. Wan Perna, o nome do Girino, relata como sua Tia tornou-se um membro ativo do Partido Oficial e tentava refrear os nascimentos dos segundos filhos das famílias. Para atingr seu objeivo, a Tia do Wan Perna, perseguia e forçava as chinesas abortarem. Seja lá qual estágio da gravidez elas estivessem. Pois como Wan Coração dizia, o feto só se tornava um ser humano quando saisse pela "boca da panela" naturalmente.

Quanta atrocidade para se cumprir essa lei! E no livro narra algumas caças a chinesas que só queriam mais um filho. E o desejo era maior em ter o segundo filho, se o primeiro fosse uma menina. A busca pelo filho homem era grande demais, pois na cultura chinesa o filho homem é quem cuida dos pais idosos, quem é o herdeiro do bens da família. Dessa forma quem tinha uma filha almejava de toda forma burlar essa Lei e ter O filho homem. Uma realidade nua e crua mas que foi contada de uma maneira primorosa pelo Mo Yan. O livro te prende nas narrativas conseguindo ser leve e encantador.



E o por quê do título do livro ser "As Rãs"? Como tem explicado na sinopse no site da Companhia das Letras:

"Se em chinês a palavra “wa”, que dá título ao romance, significa tanto “rã” como “bebê”, as rãs desta trama são objetos de horror e desejo, como os filhos da Revolução Cultural na China, muitas vezes cobiçados pelas famílias e renegados pelo Estado." 

E no dia 29 de outubro de 2015, finalmente o Governo Chinês acabou com a política do filho único permitindo que os casais tenham 2 crianças. Lógico que na China existem casais com mais de 2 filhos, mas ainda são obrigados a pagarem uma multa alta onde nem todos tem condições financeiras para arcar.

O post ficou enorme e não consegui colocar o tanto que amei esse livro. Recomendo muito. Livro maravilhoso!! Leiam!!

Beijos Literários
Adriana Balreira

Nobel de Literatura

Semana passada ficamos conhecendo a mais nova vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, a bielorussa Svetlana Alexievich. Com isso, fui pesquisar os nomes dos autores que já tiveram essa honra de vencer esse prêmio tão cobiçado. E notei que não li muitos livros de autores ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura. (lista completa via Wikipédia)


Eis os livros dos autores com Nobel de Literatura que li:
- Do ano de 1958 - Boris Pasternak - Doutor Jivago (Resenha)
- Do ano de 1982 - Gabriel Garcia Marquez - Cem Anos de Solidão
- Do ano de 1998 - José Saramago - Ensaio sobre a Cegueira
                                                - Memorial do Convento (resenha)
                                                - O Homem Duplicado (resenha)
- Do ano de 2010 - Mario Garcia Llosa - Travessuras da Menina Má
                                                    - Quem matou Palomino Molero? (resenha)
- Do ano de 2013 - Alice Munro - Vida Querida (resenha)


Voltando a ganhadora desse ano do prêmio, a Svetlana Alexievich. Ela é jornalista e seus livros são documentais. E li em um site que se alguém tem interesse na ex-União Soviética, é preciso ler seus livros. E como eu sou louca pela história e cultura desse país, lógico que quero muito ler seus livros. A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, sobre os depoimentos de mulheres soviéticas que sobreviveram à Segunda Guerra e E O Fim do Homem Soviético, sobre o drama socialista.


Além do livro "Vozes de Chernobil: A história oral de um desastre nuclear" que reúne testemunhos das pessoas que viveram a maior catástrofe nuclear da história. Era muito jovem quando aconteceu esse desastre nuclear, e lembro bem da repercussão mundial. Ainda hoje esse tema me intriga e inquieta. Adoro saber mais sobre esse terrível acidente, de como aconteceu e como a região e pessoas estão. 


Tomara que logo apareça uma editora que lance seus livros aqui no Brasil para que eu possa ler. E vocês, quais livros de vencedores do Nobel de Literatura já leram? 

Beijos literários 
Adriana Balreira
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